HRPM implanta protocolo para casos de fratura exposta e reduz riscos de infecções

O Hospital Regional Público do Marajó (Breves/PA), 70 leitos, administrado desde 2015, implantou em janeiro o Protocolo de Antibiótico para Fraturas Expostas, fortalecendo a assistência e segurança do paciente. A iniciativa visa padronizar o atendimento a casos graves e reduzir o risco de infecções e diminuir tempo de internação, agilizando a rotatividade de leitos.

Baseado em evidências científicas e diretrizes internacionais, a estratégia de gestão orienta o uso adequado e precoce de antibióticos, medida essencial para a prevenção de complicações como a osteomielite, além de contribuir para melhores resultados clínicos e menor tempo de internação. O novo protocolo define critérios claros para a escolha dos antibióticos, conforme o tipo de fratura, perfil do paciente e gravidade da lesão, além de orientações específicas para casos envolvendo idosos, pacientes diabéticos ou com doenças renais. Outro ponto de destaque é a recomendação para que a antibioticoprofilaxia seja iniciada o mais precocemente possível, ainda no município de origem, reforçando a integração da rede de atenção à saúde.

A iniciativa também promove o uso racional de antimicrobianos, fortalece a integração com os municípios de abrangência e conta com monitoramento contínuo da Farmácia Clínica e da Diretoria Técnica, o que reforça o compromisso do HRPM com uma assistência segura, qualificada e baseada em boas práticas.

A aplicação do protocolo envolve atuação integrada das equipes de médicos e enfermeiros, garantindo a administração e o registro corretos dos antibióticos; o médico plantonista do HRPM assegura a continuidade da prescrição e dos registros na admissão; a Farmácia Clínica monitora o uso dos antimicrobianos; e a Equipe de Qualidade acompanha os indicadores e propõe melhorias contínuas.

Depoimentos – “Implantar o Protocolo de Fratura Exposta junto aos municípios que realizam o primeiro atendimento médico foi fundamental para reduzirmos a média permanência desse perfil dentro da unidade hospitalar”, explica o diretor técnico Marcello Ferreira. “Tal resultado significa a disponibilidade de mais leitos-dia para a própria população, otimizando recursos e ampliando a eficiência do HRPM como centro de referência regional”.

Porta aberta e telemedicina – Em março de 2025, o HRPM adotou um novo modelo de atendimento para o acesso hospitalar de pacientes vítimas de traumas no Marajó II, incluindo os politraumatizados mais graves, alinhado à Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa). O novo modelo permitiu ampliar o acesso da população aos serviços especializados, fortalecido graças à união da rede pública de saúde em conjunto aos sete municípios da área de influência da unidade hospitalar.

Com o novo fluxo, após a avaliação médica inicial e a realização de exames de imagem em unidade de urgência e emergência mais próxima do local do ocorrido, o usuário é direcionado ao médico regulador e especialistas por telemedicina. Dessa forma, a equipe médica de plantão pode definir se há necessidade do deslocamento do paciente até a urgência do HRPM para um procedimento cirúrgico ou, caso não seja indicado um procedimento cirúrgico, emitir um parecer com orientações ao profissional médico que acompanha o paciente no próprio município onde o evento ocorreu.

(Com informações da Ass. de Comunicação do HRPM).