CIIR: cães terapêuticos levam acolhimento e novas experiências em ação do Setembro Amarelo

O Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (Belém /PA), administrado desde 2018, promoveu em 11 de setembro a ação ‘Goldens pela Vida’, projeto em que cães terapêuticos circularam pelos setores do Centro, proporcionando momentos de interação com usuários, familiares e colaboradores. A programação, com apoio do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), oferece um encontro capaz de despertar curiosidade, afeto e até superação a usuários da unidade.

A ação integrou a programação do Setembro Amarelo e reforçou a importância de iniciativas que favorecem acolhimento, bem-estar e convivência no ambiente de saúde. Durante o passeio, os cães foram recebidos por pessoas de diferentes idades e perfis, em momentos que estimularam o contato, a aproximação e a expressão de afetos.

Para Ivana Pimentel, presidente do GTH do CIIR, iniciativas como essa ampliam o cuidado para além dos procedimentos e atendimentos realizados diariamente na instituição. “Quando promovemos uma ação como essa, estamos criando oportunidades para que o usuário, o familiar e também o colaborador vivenciem o CIIR de uma maneira diferente”, destacou. “O contato com os cães favorece a aproximação, desperta sentimentos positivos e ajuda a tornar o ambiente mais acolhedor. É uma forma de cuidar que valoriza também as emoções e as relações que fazem parte da experiência de estar em um serviço de saúde”.

A proposta também é destacada por Roseane Barbosa, integrante do projeto e que participa pelo quarto ano consecutivo da ação realizada no CIIR. Para ela, os cães contribuem como facilitadores da interação e podem tornar experiências de cuidado mais leves. “Os cães têm essa capacidade muito especial de facilitar a aproximação. Eles despertam curiosidade, afeto e espontaneidade, e muitas vezes conseguem estabelecer uma conexão que acontece de forma natural. Em um ambiente de reabilitação, esse contato pode contribuir para diminuir a ansiedade e tornar a experiência mais leve e acolhedora para usuários e familiares”, comentou Roseane.

Primeira experiência

Entre os encontros proporcionados pela ação esteve o de José Álvaro dos Santos Ribeiro, de 21 anos, usuário do CIIR há dois anos. A mãe dele, Fabrícia dos Santos Ribeiro, acompanhou a aproximação do filho com Charlote, uma das cadelas participantes.

Segundo ela, José Álvaro não costumava demonstrar interesse por cães. O contato realizado durante a atividade, porém, marcou uma experiência diferente. “Eu achei muito bacana o CIIR proporcionar esse encontro. Criança gosta tanto de cachorro, e tocar nele, sentir, é muito importante para o desenvolvimento. No caso dele, ele não gosta muito de cachorro. E ele, pela primeira vez, pegou. Gostou, né?”.

A experiência, simples à primeira vista, ganhou outro significado para a família. O contato com Charlote representou uma nova possibilidade de interação para José Álvaro e mostrou como momentos de convivência podem produzir respostas que nem sempre aparecem nas situações rotineiras. A ação também proporcionou aos colaboradores uma pausa na rotina para interagir com os animais. A circulação pelos setores permitiu que diferentes públicos participassem da iniciativa, fortalecendo a proposta de promover um ambiente de cuidado mais acolhedor e atento às necessidades emocionais de quem frequenta e trabalha na instituição.

Para o CIIR, ações de humanização como essa complementam o cuidado especializado oferecido diariamente aos usuários e reforçam a importância de considerar a pessoa em sua integralidade.

(Com informações da Ass. de Comunicação do CIIR).