O Hospital Regional Público do Marajó (Breves / PA), 70 leitos, administrado desde 2010, conta com a prática do Método Canguru, estratégia de cuidado humanizado que aproxima o bebê da mãe ou de outro familiar por meio do contato pele a pele, fortalecendo o vínculo e tornando mais acolhedora a experiência da hospitalização. A prática já faz parte da assistência às famílias de bebês prematuros e representa um momento especial em meio à rotina da UTI Neonatal.
Referência na assistência obstétrica de alto risco na região, mães e bebês contam com uma estrutura especializada, que inclui suporte de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo), aliada a uma assistência que valoriza o vínculo e a presença da família em cada etapa da recuperação. Entre janeiro e julho de 2026, o HRPM registrou 426 partos. No mesmo período, a unidade contabilizou 59 internações na UTI Neonatal.
Momento transformador
A enfermeira Kislley Almeida, da UTI Neonatal do Regional do Marajó, explica que o Método Canguru já é uma prática consolidada na assistência às mães e aos bebês prematuros atendidos na região do Marajó. “O método canguru é, acima de tudo, um momento de encontro entre a mãe e o bebê. É quando colocamos o bebê, de forma segura, em contato pele a pele com a mãe, fortalecendo esse vínculo tão importante, principalmente para o prematuro”.
A profissional acrescenta que a eficácia vai muito além do contato físico: ele ajuda na estabilidade do bebê, favorece a amamentação, contribui para o ganho de peso e para o desenvolvimento, além de trazer segurança e confiança para a mãe. “Para nós, que estamos na assistência, ver uma mãe realizar o método canguru pela primeira vez é muito emocionante. Muitas vezes ela chega insegura, com medo até de tocar no próprio bebê por ele ser tão pequeno. E quando ela consegue colocá-lo no colo, percebe que é capaz de cuidar, de proteger e de participar ativamente da recuperação dele. É um momento que transforma não só o bebê, mas também a mãe e toda a equipe que acompanha esse processo”, finalizou.
Aprovação
Sirleia Ribeiro dos Santos, de 39 anos, foi uma das mães que se emocionaram com o método canguru. Ela é mãe da pequena Zoe Santos dos Santos, de apenas 44 dias de vida. Acompanhando a filha no HRPM, ela destaca o acolhimento recebido durante esse período. “Eu me senti tratada bem. Encontrei pessoas boas. Mesmo que eu não conheço, mas são pessoas boas que dão atenção para a gente”. A experiência também foi marcada pela construção de confiança com a equipe e pela emoção de poder pegar a filha no colo após mais de um mês de espera. “Olha, pra mim, foi a melhor sensação do mundo, esperei ansiosa para pegar a minha filha no colo”, afirmou.
(Com informações da Ass. de Comunicação do HRPM).
