No combate à sepse, cada segundo é decisivo. Alinhado às ações do mês de conscientização e prevenção da doença, a gestão do Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), em Breves, reforça a importância da adesão rigorosa aos seus protocolos assistenciais. Definida como uma resposta desregulada do organismo a uma infecção — capaz de provocar disfunções orgânicas graves —, a sepse exige diagnóstico precoce e uma verdadeira corrida contra o tempo para preservar a vida dos pacientes.
No HRPM, a agilidade no atendimento começa na escuta e no olhar atento de toda a equipe. Segundo Silas Campos, supervisor de Enfermagem das Clínicas Integradas, o Protocolo de Sepse pode ser deflagrado por qualquer profissional da assistência, desde técnicos de enfermagem até médicos.
“A enfermagem possui um papel estratégico por estar continuamente à beira-leito, o que favorece a identificação precoce de alterações nos sinais vitais e no quadro clínico”, destaca o supervisor.
Aprovação
Mesmo sem estar em atendimento relacionado à sepse, a jovem Samyle da Silva de Oliveira, de 20 anos, internada no Regional do Marajó, desde o dia 11 deste mês, para tratamento de doença renal, fez questão de reconhecer o atendimento recebido pela equipe multiprofissional da unidade. Para ela, a sensação de segurança e o acolhimento durante a internação fazem diferença no processo de cuidado.
“Aqui eu me sinto segura. O ambiente e o atendimento são ótimos. Eu me senti bem atendida e segura durante todo esse período. É muito bom ter um hospital como esse para atender a gente quando precisa”, relatou a paciente, que está internada no HRPM.
Moradora de Portel, no Marajó, Samyle destaca, assim, a importância de um atendimento que alia assistência, acolhimento e segurança, contribuindo para uma experiência mais humanizada durante o período de internação.
Fluxo integrado e precisão no atendimento
Assim que o protocolo é acionado, a engrenagem multiprofissional entra em ação: o médico responsável realiza a avaliação imediata, solicita os exames laboratoriais necessários e prescreve a antibioticoterapia adequada. Logo após a coleta dos exames, a equipe de enfermagem garante a administração do medicamento dentro da janela de tempo estipulada pelas diretrizes institucionais.
Um dos maiores obstáculos no enfrentamento da sepse é o fato de seus sintomas iniciais serem sutis ou semelhantes aos de outras enfermidades. “Por isso, a vigilância contínua e o conhecimento dos sinais de alerta são fundamentais. Na sepse, o tempo é um fator determinante: quanto mais rápida for a identificação, o acionamento do protocolo e o início das medidas indicadas, maiores são as possibilidades de evitar a progressão da disfunção orgânica e melhorar o desfecho do paciente”, pontua Silas Campos.
Investimento em conhecimento e cultura de segurança
Para manter a equipe preparada diante de quadros críticos, o HRPM investe continuamente na qualificação dos seus profissionais. Recentemente, a unidade promoveu treinamentos focados na atualização do Protocolo de Sepse, reforçando o alinhamento dos fluxos internos e a atuação sintonizada entre os setores, além de manter diálogos educativos constantes nas rotinas de trabalho.
Mais do que uma diretriz técnica, o combate à sepse no HRPM é uma construção coletiva. A instituição reafirma seu compromisso com a assistência segura e lembra que profissionais, pacientes e acompanhantes formam uma corrente de proteção: comunicar rapidamente qualquer alteração no estado de saúde é o primeiro passo para garantir um cuidado oportuno e salvar vidas.
O HRPM integra a rede pública estadual de saúde, sob gestão da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), em parceria com o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH). A unidade oferece atendimento de média e alta complexidade, sendo referência para a população do Marajó.
Serviço: O Hospital Regional Público do Marajó funciona na Avenida Rio Branco, nº 1.266, Centro, em Breves.
