Gestores do INDSH debatem sobre gestão ambiental no I Fórum de Gestão Ambiental da Saúde “Respeito à Vida”

Gestores do INDSH debatem sobre gestão ambiental no I Fórum de Gestão Ambiental da Saúde “Respeito à Vida”

Gases Estufa e as Mudanças Climáticas e Gestão de Resíduos foram temas amplamente debatidos entre especialistas na área ambiental e gestores das unidades de saúde administradas pelo o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), no Pará, por meio do Serviço de Inteligência Ambiental (SIA), no I Fórum de Gestão Ambiental da Saúde, realizado dia 11 no auditório do Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém do Pará, com o objetivo de fortalecer a gestão ambiental dentro de suas unidades administradas pelo INDSH.

Durante os debates, foram apontadas sobre soluções estratégicas com o intuito de contribuir para a redução do impacto ambiental, mas sem perder o foco de excelência nos serviços prestados nas unidades de saúde.

Na palestra sobre Gases de Efeito Estufa e Mudanças Climáticas, foi demonstrado por meio de dados e informações, a importância do gerenciamento de base do efeito estufa e a sua relação direta com o aquecimento do globo terrestre. “Ao pensar em aquecimento e efeito estufa a gente precisa realmente entender a importância da mensuração tanto para o Brasil quanto para a realidade mundial. Anualmente, fazemos a mensuração por meio de uma ferramenta metodológica internacional que foi adaptada para o Brasil em 2008, levando em consideração as características do país, e a partir de 2008, conseguimos fazer as primeiras publicações de inventário de gás de efeito estufa. Há 7 anos, fazemos a mensuração e identificação de todos os gases de efeito estufa de todas as unidades”, ressalta o palestrante, o engenheiro ambiental do SIA, Pedro Henrique Gomes.

Na palestra sobre Gestão de Resíduos, o analista ambiental do SIA, engenheiro ambiental Sávio Guimarães ressaltou sobre a importância e os benefícios da gestão coerente de resíduos, para que sejam evitados os riscos ao meio ambiente e a todos que fazem parte dele.

Segundo Sávio, os resíduos influenciam em diversos setores dentro de uma unidade de saúde, e os gestão de resíduos deve levar em consideração a qualidade de vida dos colaboradores, os riscos inerentes ao meio ambiente e à saúde pública. “Como geramos resíduos perfurocortantes, resíduos infectantes, o INDSH intensifica as ações de educação ambiental, por entender que essa vertente de resíduos tem que ter atenção a nível prioritário”, destacou o palestrante.

Ainda de acordo com Sávio, a preocupação do INDSH com os resíduos não é apenas quando estão dentro das unidades de saúde. “Temos corresponsabilidade com os resíduos, não só quando estes estão dentro das unidades. Supervisionamos se a destinação dos resíduos está ambientalmente correta, realizamos visitas periódicas, analisamos os laudos técnicos para comprovação de que os resíduos estão sendo tratados corretamente.”

Conforme a diretora geral do SIA, Márcia Mariane, o INDSH busca soluções para que as unidades de saúde tenham menos impactos ambientais, com baixo custo e boa qualidade, considerando os princípio de gestão biocêntrica, que  segundo Márcia, é baseada no entendimento de que a vida, inclusive a vida humana, é mantida por uma inter-relação entre as espécies.

Deste modo, a visão biocêntrica significa que a referência precisa ser a ‘vida’ e não o ser humano como idealizado na visão antropocêntrica. Na verdade, essa nova visão contribui para a mudança de nossos valores culturais, até então baseados no homem, para um referencial de respeito ao universo como sistema vivente.

Os princípios da gestão biocêntrica, que são praticar sempre a abordagem sistêmica; promover o consumo racional dos recursos renováveis e não renováveis; incentivar o consumo consciente;  gerenciar todos os resíduos produzidos; gerenciar os impactos dos resíduos no meio ambiente; buscar sempre novos conhecimentos; valorizar, conservar e preservar as riquezas regionais; promover a liderança inovadora e participativa, e ser agente de educação ambiental, incentivando sempre as reflexões, são colocados em práticas na gestão ambiental das unidades de saúde administradas pelo o INDSH, enfatizando sempre, o “Respeito à Vida.”

“O INDSH trabalha a gestão ambiental se baseando nos 9 princípios da gestão biocêntrica. Há 7 anos fazemos o inventário de gases de efeito estufa de todas as unidades de saúde do Instituto, para mensurar qual é o impacto em emissões de carbono; no caso, emissão de carbono equivalente. Em 2020 iremos iniciar a gestão de carbono, onde teremos metas para diminuir a emissão desse gás.”, destacou Márcia.

 

O INDSH também faz a mitigação dos impactos ambientais com créditos de carbono, por meio da participação do Projeto de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD).

No evento, houve homenagem aos gestores do Hospital Regional Público do Leste (HRPL), Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), Hospital Geral de Tailândia (HGT), Unidade de Alta Complexidade em Oncologia Dr. Vítor Moutinho (Unacon), Hospital Jean Bitar e CIIR, pela divulgação de relatórios da emissão de gases de efeito estufa, certificados pelo Centro de Estudos de Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGVces).

As unidades administradas pelo INDSH, em todo o país, possuem o Selo Ouro de emissão de relatórios de Gases de Efeito Estufa (GEE), cujo principal é o dióxido de carbono, outorgado pelo Centro de Estudos de Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, com base em protocolos internacionais (GHG Protocol), sendo a maioria dessas unidades, situadas no Estado do Pará.

Para que haja a certificação, é feito um trabalho sistemático de envio das informações sobre atividades que geram gases de efeito estufa nos hospitais. Essas atividades incluem desde o uso de ar condicionado, utilização de veículos automotores, até a abrangência de equipamentos médicos. As informações são consolidadas anualmente e enviadas ao Centro de Estudos de Sustentabilidade da FGV, onde são checadas e auditadas por órgãos independentes credenciados pela Fundação. Obtida a certificação, o próximo passo é buscar soluções no sentido de reduzir as emissões das unidades hospitalares.

O Estado Pará na liderança do ranking nacional com o maior número de instituições certificadas pela FGVcesl, o que motivou homenagem feita no evento, à Secretaria de Estado de Saúde e de Meio Ambiente do Pará.