HGT destaca histórias de superação em Dia do Médico: ‘morei na rua até chegar ao meu sonho’

HGT destaca histórias de superação em Dia do Médico: ‘morei na rua até chegar ao meu sonho’

O Hospital Geral de Tailândia (PA) promoveu no dia 18 homenagens aos médicos, destacando as histórias de vida de três profissionais da unidade: os ginecologistas e obstetras Domingos Costa e Ronaldo Farias; e ao cirurgião geral Ananias Manoel, que receberam cartas por serem os mais bem avaliados pelo Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU).

Uma das histórias marcantes foi a do ginecologista e obstetra Domingos Costa, 49 anos, e há dois anos atuando no HGT. Natural do município de Monte Altos (MA), o médico conta que viveu nas ruas, aprendeu a ler só aos 11 anos e perseguiu desde criança o sonho de ser médico. “Minha mãe foi até a quinta série; meu pai, analfabeto. Ainda na minha cidade, como era praticamente um vilarejo, estava longe de proporcionar uma condição boa para estudar”, conta. Para poder estudar, foi morar com os avós. “No posto de saúde onde costumava ir, ficava vislumbrado com um certo homem que chegava vestido de branco, carregando uma mala preta. Eu perguntava para a minha avó quem era aquele tal homem!? Ela dizia, é o médico da cidade. Eu achava bonito aquela roupa”, rememora.

Domingos: médico a serviço do estado e usuários do HGT.

Diante desta visão, Domingos pôs como meta que iria ser médico. “Depois que comecei a estudar, peguei gosto e nunca mais parei. Com 15 anos, comecei a ministrar aulas para os jovens: português, redação e matemática. Com o dinheiro ao longo das aulas, aguardei um pouco para quando chegasse no tempo do vestibular, ter dinheiro para investir nos estudos fora da cidade”.

Foi tentar a vida em Goiânia, aos 20 anos. Sem emprego e dinheiro, lembra um tempo difícil. “Foi neste momento que não tive saída e fui parar nas ruas. Com ajuda de algumas pessoas, que souberam da minha história, consegui sair das ruas”. Isso o motivou a mudar para São Paulo, onde trabalhou e cursou Direito e Engenharia Elétrica. Mas, o sonho mesmo era ser médico.

Em 2008, aos 35 anos, depois de várias tentativas frustradas, conseguiu ser aprovado em 26º lugar no vestibular da Universidade Federal do Pará (UFPA), no curso de Medicina. “Foi difícil acreditar na aprovação. Eu disse a mim, que este ano seria a última tentativa. Estudei, tive muita adversidade e, hoje, graças a Deus, sou médico a serviço do Estado e dos meus usuários”, finalizou.  

(Com informações da Ass. de Comunicação do HGT).