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Médico do Hospital de Tailândia, no Pará, alerta população sobre ataques de animais peçonhentos na época das chuvas

Referência na assistência à saúde no nordeste paraense, o Hospital Geral de Tailândia (foto) fez, de janeiro e a novembro deste ano, a efetivação de mais de 170 mil pronto-atendimentos, 135 mil exames, 52 mil atendimentos de urgência e emergência, seis mil consultas, 1,8 mil cirurgias, 3,5 mil internações e 1,3 mil partos. Os resultados demonstram a relevância do hospital na interiorização da saúde pública no Estado e asseguraram à unidade o título de “Utilidade Pública”, concedido pela Câmara Municipal. O reconhecimento público foi conferido pela Lei 337/ 2016, graças à relevância dos serviços prestados pelo hospital, que assegura assistência de média complexidade para mais de 240 mil habitantes. O título foi recebido pelo diretor executivo do hospital, José Batista Luz Neto.FOTO: ASCOM / HGT TAILÂNDIA DATA: 11.12.2016 TAILÂNDIA - PARÁ

(Pará – 18/3/2019) – De janeiro a junho deste ano, o setor de urgência do Hospital Geral de Tailândia (PA), administrado pelo INDSH, somou 87 atendimentos em vítimas de animais peçonhentos. O maior registro, 74%, se deu por ataques de serpentes. A mais comum é a jararaca, cujo veneno pode levar à morte se o socorro não ocorrer nas três primeiras horas depois da picada. Escorpiões e aranhas também são responsáveis por ataques na mesorregião do nordeste paraense, que é uma área de matas e florestas.

Estatísticas mostram que menos de 30% das cobras brasileiras são venenosas. No entanto, o veneno de uma jararaca (das espécies de serpentes do gênero Bothrops), cascavel ou coral, pode levar à morte em pouco tempo. Por isso, é importante buscar socorro o mais rápido possível, para que a soroterapia de antiofídico seja iniciada logo depois do ataque.

De acordo com o diretor técnico do HGT, Paulo Henrique Ataíde Pereira, o hospital possui estrutura técnica e de profissionais capacitados para atendimento de todos os graus de reação de vítimas com picadas de qualquer animal peçonhento, entre eles, escorpião, aranha, abelha e até arraia.

No HGT esse tipo de assistência é realizada 24 horas na Urgência/Emergência, que conta com equipe de três médicos clínicos, cirurgião, obstetra, pediatra, anestesista, ortopedista e radiologista. No local, o usuário recebe a classificação de atendimento dependendo da reação à picada, tipo de animal, da parte do corpo afetado e da quantidade de veneno introduzido no organismo.

Normalmente, as vítimas sentem dor, náuseas, palidez, pulso fraco, rigidez na nuca, visão confusa e perda da consciência. “Os procedimentos começam imediatamente com a soroterapia, que pode ou não ser associada com outras medicações e procedimentos, como cirurgias, devido às reações teciduais e para retirada de secreções”, observou o médico.

Paulo Henrique comenta que há casos mais raros que evoluem com complicações, que são encaminhados para a Unidade de Cuidados Intermediário (UCI), que possui o suporte necessário para retirar o paciente da fase aguda do veneno.

Foi o caso de uma criança de 6 anos, que ao passar um dia de lazer em uma fazenda de amigos da família foi picado por cobra. Ao perceber o machucado, sua mãe o levou imediatamente para o HGT. A picada da jararaca foi no pé esquerdo e teve evolução com complicações do quadro de saúde, assim, o garoto ficou internado e teve que passar por cirurgia para salvar a sua vida. Ele já teve alta e passa bem.

A lavradora Marilene da Cruz Moreira, 36, também tomou um susto. Sua filha de 6 anos foi mais uma vítima de picada de jararaca. Felizmente, ela chegou a tempo hábil de sua única filha receber a soroterapia na urgência do HGT.

“Em nenhum momento minha filha ficou sem medicação e acompanhamento da equipe de enfermagem. Ela também adorou a brinquedoteca, que fez com que ela ficasse mais tranquila e feliz, enquanto recebia o tratamento no HGT”, comentou a mãe que comemorou a alta médica da garota que passou apenas três dias internada no hospital.

O diretor técnico do HGT conhece a região e sabe que, em alguns lugares é muito difícil evitar esses acidentes com peçonhentos, especialmente, crianças. No entanto, ele destaca que é importante evitar entrar em regiões de matas e florestas. Mas se o fizer, use botas resistentes e calças compridas. “E lógico, olhar sempre nos locais onde vai pisar”, deu a dica.

Serviço: O Hospital Geral de Tailândia fica na avenida Florianópolis, s/n, no Bairro Novo. Mais informações pelo fone (91) 3752-3121.

Por Vera Rojas

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